27 agosto, 2007

Era uma vez uma dor...

Uma dor absoluta tomou conta de mim
Começando pelo coração
Se expandindo por todo o corpo.
Quando completo
Aumentou sua intensidade
Até chegar ao máximo.

Permaneceu imóvel
por alguns instantes (horas, dias, meses...)
quando achou que o meu sofrimento fora o bastante
Esvaiu-se lentamente.

O meu coração que estava sufocado
Encontra-se leve agora.




Encontra-se leve?
Que mal há em fantasiar desejos!?

"Embelezar sua vida com detalhes a mais..."

17 agosto, 2007

Sinto logo vejo?

Vejo manchas escuras
trilhando um caminho
Sem fim.

Vejo gotas no papel
Borrando letras
Um dia feitas
Com amor

Vejo agora o papel dilacerado
Por todos os lados
como respingos brancos
Pela trilha negra e sem fim.

Vejo alguém se arrastando,
Agonizando, delirando...
E por onde passa
deixa um tom vermelho,
Que se mistura ao branco e preto.

Tudo quase imperceptível na escuridão.

15 agosto, 2007

Parque dos horrores.


Fantasmas me assombram
Nessa casa de horrores
Que nasce dentro de mim.
Servindo como diversão negra
Para pensamentos involuntários
Que vem e vão entre os labirintos.

E os sentimentos como o carrossel
Sempre girando e se confundindo
Com suas próprias fantasias.
E a alma como a gangorra
Sempre volúvel e vulnerável a queda
Que acontecerá por algum lado.

Entrem no meu parque mórbido!
É aconchegante a diversão falsa,
Os Arrepios torturantes e os erros mortais.

02 agosto, 2007

Lágrimas de sangue.




Uma lágrima congelada
Desceu pelo meu rosto
Cortando-o
Como uma lâmina afiada
Que passa e deixa o seu rastro de sangue.

As gostas de sangue também rolaram,
Até chegarem em meus lábios
E me fazerem sentir
O amargo gosto do desespero,
Da perda, da morte...

O meu gosto.
O gosto que eu sempre evitei.
O gosto que me impregna,
me toma/possui, me mata/corrói...